Pesquisar este blog

Carregando...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Turma do Pedal de Pedra Azul faz passeio ciclístico em Comercinho

Em sua página do facebook, Marcio Meireles, integrante do grupo, agradeceu a Secretaria de Esportes pelo apoio.

"EM NOME DA TURMA DO PEDAL, agradeço a SECRETARIA DE ESPORTES DE PEDRA AZUL, pelo apoio em todas os eventos que nos ajudam a divulgar e incentivar o MOUNTAIN BIKE NA REGIÃO."

domingo, 27 de outubro de 2013

O mensalão PSDB-MG é lindo

Paulo Moreira Leite
Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o Outro General da Casa".

O mensalão PSDB-MG é lindo

Num país onde os três poderes devem conviver em harmonia, gostaríamos que o STF fosse dotado de forças especiais?


O mensalão do PSDB-MG é mesmo um caso especial.
Criado em 1998 para ajudar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, até hoje o julgamento não ocorreu.
A primeira e única condenação acaba de sair. Atingiu um banqueiro do Rural, condenado a 9 anos. Mas a lei lhe confere o direito de pedir recurso, o que quer dizer que tem 50% de chances matemáticas de provar sua inocência em segunda instância. Ninguém ficou indignado com isso, nem achou que seria uma ameaça às instituições ou um estímulo a criminalidade.
Tudo em paz, ao contrário do que ocorreu com os petistas, que não têm direito a apresentar um recurso pleno, equivalente a um segundo julgamento. Mesmo assim, fez-se um escândalo contra os embargos infringentes.
Leio hoje um artigo que classifica a decisão sobre os embargos como um “segundo roubo.” Um historiador diz nos jornais, hoje, que os embargos infringentes ameaçam transformar o STF numa instituição igual ao Legislativo e ao Executivo.
A pergunta é saber se, num país onde os três poderes devem conviver em harmonia, gostaríamos que o STF fosse dotado de forças especiais, um anacrônico Poder Moderador, no estilo de Pedro I durante no império, ou das Forças Armadas em tantas ditaduras, que se consideravam auto destinadas a resolver impasses políticos às costas do eleitorado.
Respeito o direito de todos a opinião mas acho que estamos a caminho de formar uma escola de cinismo à brasileira.
Isso acontece quando se impõem tratamentos diferentes para situações iguais. Os dois lados sabem que estão diante de uma mentira, na qual fingem acreditar. Um lado, porque lhe convém. O outro, porque não tem força para assegurar que a falsidade seja desmascarada.
Os réus do mensalão PSDB-MG tiveram direito ao desmembramento, que não foi oferecido aos petistas. Só isso seria suficiente para definir um abismo – mas não é só. Sua apuração é tão vagarosa que acaba de ser anunciado, oficialmente, que o caso deve ser julgado em 2015. Então fica combinado: um crime quatro anos mais velho será julgado três anos mais tarde.
Enquanto os réus do STF já poderão estar atrás das grades, como querem nossos indignados de plantão, os mineiros estarão ouvindo depoimento, fazendo sua defesa – e ganhando tempo para prescrições.
Ninguém conhece muitos  detalhes do mensalão PSDB-MG por um bom punhado de razões. Uma boa apuração levaria a nomes e pessoas que ninguém tem interesse de colocar sob os holofotes. Quem? Homens de confiança do PSDB instalados no Banco do Brasil. Quem mais? Figurões do PSDB em atividade política, tanto os responsáveis por nomeações no Banco do Brasil como os beneficiários do dinheiro recebido.
Lucas Figueiredo diz, no livro O Operador, que a conta do mensalão PSDB-MG foi de R$ 40 milhões.
Pergunto: além de Eduardo Azeredo, derrotado em 1998, quem mais foi ouvido a respeito, como aconteceu com Lula?

A fábula do mensalão petista diz que o dinheiro para “comprar deputados” saiu da empresa Visanet e, de lá, foi desviado para Delúbio Soares e Marcos Valério. É assim que se procura provar a tese – falsa, na minha opinião – de que houve desvio de dinheiro público.
Como é inevitável numa fábula, havia um vilão necessário no centro desta operação, Henrique Pizzolato, petista histórico, diretor do Banco do Brasil.  Ele foi  condenado como responsável pelos pagamentos. Mas essa visão só pode ser sustentada quando se deixa o mensalão PSDB-MG de lado.
Pizzolato nunca foi o principal responsável pelos pagamentos as agências de Valério. Sequer tomou, solitariamente, qualquer decisão que poderia beneficiar a DNA. Nem estava autorizado a isso. Uma auditoria interna demonstrou que outro diretor, chamado Leo Batista, sem qualquer ligação com o PT, é que tinha a responsabilidade legal de fazer os pagamentos. Se era o caso de acusar alguém sozinho, teria de ser ele. Se era para acusar meia dúzia, deveria estar no meio. Nem era preciso invocar a teoria do domínio do fato. Seu nome está lá, nos papéis oficiais, com atribuições e assinaturas correspondentes. Mas não se fez uma coisa nem outra.
O problema é que Leo Batista e os colegas de diretoria eram, todos,  remanescentes do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso, quando o PSDB nomeava cargos de confiança no Banco do Brasil. Esse fato foi descoberto por um auditoria feita pelo banco, logo depois que o escândalo estourou.
Os diretores foram ouvidos e investigados. Mas, curiosamente, o inquérito que apura suas responsabilidades foi mantido em segredo. Sequer foi levado em tempo hábil ao conhecimento dos advogados de Pizzolato, embora pudesse ter sido útil para sua defesa. O próprio Pizzolato só tomou conhecimento da existência do inquérito secreto quando o julgamento estava em curso, em condições extremamente desfavoráveis.

Claro que você tem todo direito de perguntar o que esses diretores faziam por ali, naqueles anos todos. Abasteciam as agências de Marcos Valério com recursos do Visanet para ajudar a pagar as contas da campanha de 1998 do PSDB. Está lá, na CPMI dos Correios, para  quem o esquema tucano levantou R$ 200 milhões.

Imagine, então, o que teria acontecido se todos os réus, acusados do mesmo crime, tivessem sido julgados no mesmo tribunal, com base numa mesma denúncia. O STF seria obrigado a condenar petistas e tucanos pela mesma melodia, decisão que teria coerência com os fatos e provas reconhecidas pelos ministros  – mas teria o inconveniente de esvaziar qualquer esforço para criminalizar o PT e o governo Lula.
Em vez de fazer piadinhas e comentários altamente politizados sobre o “maior escândalo de corrupção da história”,  nossos ministros teriam de dizer a mesma coisa sobre os tucanos.

Imagine se Marcos Valério resolvesse colaborar e tentar uma delação premiada para alcançar o PSDB? Quais histórias poderia contar após tantos anos de convívio? Quais casos poderia relatar?

Do ponto de vista da investigação policial, o mensalão mineiro seria pura delícia. É que coube ao candidato vitorioso na campanha mineira de 1998, Itamar Franco, receber boa parte dos pagamentos devidos a DNA. Itamar morreu sem falar publicamente  sobre o assunto. Mas seu governo nada tinha a ver com o esquema. Eu já ouvi de um secretario de Itamar um relato consistente sobre tentativas de convencer Itamar, rompido com o PSDB, a honrar compromissos deixados pelos tucanos. Imagine se ele fosse ouvido. Seria um depoimento melhor que o de Roberto Jefferson, podem acreditar.
Mas vamos seguindo a história para chegar ao final. Com início diferente e tratamento diferente, o mensalão PSDB-MG irá terminar, certamente, com outro final. As penas duríssimas da ação penal 470 dificilmente irão se repetir. Varias razões contribuem para isso. Se hoje um número crescente de advogados de primeira linha já questiona as condenações, imagine o que irá ocorrer com o passar do tempo. O saldo político dos embargos infringentes não é favorável a novos linchamentos exemplares.
Quem conhece as relações entre os meios de comunicação de Minas Gerais e o governo de Estado,  butim da campanha de 1998, sabe que não se pode esperar nada igual ao que se viu durante o julgamento da ação penal 470.
No julgamento dos petistas, os meios de comunicação assumiram a dianteira da denúncia e colocaram o STF atrás. Preste atenção: em certa medida, não foi o Supremo que assumiu o protagonismo neste episódio. Isso é o que dizem os jornais e a TV. Na verdade, foram eles, os meios de comunicação, que assumiram um papel central em todo o processo, levando o STF atrás de si.
Os jornalistas nunca tiveram dúvida sobre a culpa dos réus e, do ponto de vista legal, nem seriam obrigados a tê-las, já que não são juízes. Com base no veredito de seus “repórteres investigativos” jornais e revistas cobraram punições exemplares. Quando ficou claro que não havia provas objetivas, deram sustentação a teoria do domínio do fato. Empurrou o tribunal no caminho de condenações pesadas sob ameaça de acusar todo mundo de fazer  pizza. O STF veio atrás, como o presidente   Ayres Britto deixou claro ao prefaciar o livro de um jornalista que simbolizou essa postura duríssima dos meios de comunicação.
É curioso notar que apenas no julgamento dos embargos infringentes a Corte demonstrou uma postura diversa daquela assumida pelos meios de comunicação.Em mais de 60 sessões, foi a primeira decisão divergente. Tanto a pancadaria a que foi submetido Celso de Mello, como o esforço de outros ministros para dizer que não se fez nada demais são duas faces de uma mesma moeda. É um aperitivo para o que deve ocorrer caso os embargos possam beneficiar os réus.

Imagine se teremos a mesma indignação no mensalão PSDB-MG.
 

Isto É Independente

Igreja Mundial em crise com dívidas e quadrilhas de pastores

À espera de um milagre

Quadrilhas de pastores ladrões, dívidas milionárias com as tevês, administração amadora e investimentos equivocados na construção de grandiosos templos. O que está por trás da crise financeira da Mundial, uma das mais poderosas igrejas evangélicas do País

Rodrigo Cardoso
Confira compilação com cenas do apóstolo Valdemiro Santiago e outros líderes da igreja pedindo contribuições aos seguidores:
IstoE_PastorWaldemiro_255.jpg
 
Chorar durante a pregação é um dos traços mais marcantes da performance de Valdemiro Santiago de Oliveira, o todo-poderoso da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), no púlpito. Criticado por abusar dessa prática, o autointitulado apóstolo tem motivos mais terrenos para derramar suas lágrimas atualmente. O império neopentecostal construído por esse mineiro de 49 anos, nascido em Cisneiros, distrito de Palma, a 400 quilômetros de Belo Horizonte, vive a maior crise da sua história. O mais recente indício de que a IMPD está fragilizada foi a decisão do Grupo Bandeirantes de encerrar, na semana passada, a parceria que mantinha com Valdemiro, que alugava quase a totalidade da grade da programação do Canal 21 e ocupava cerca de quatro horas diárias nas madrugadas da Band. Motivo do fim do acordo: atrasos no pagamento.
ABRE_Pastor.jpg
PASTOR
Valdemiro Santiago criou um império religioso, viu seu rebanho se
expandir por cerca de cinco mil templos e, agora, tenta colocar a
casa em ordem ao ver sua igreja sangrar em milhões de reais
Valdemiro até que tentou impedir o fato. De microfone em punho, o comedor de angu que cuidava de marrecos na roça antes de se converter evangélico usou toda a sua empatia com o povão. No início do mês, pôs o rosto no vídeo, caprichou na voz chorosa e iniciou uma campanha conclamando seus fiéis a ajudá-lo a arrecadar R$ 21 milhões para honrar compromissos com o aluguel de horários na mídia. A Mundial já devia R$ 8 milhões ao Grupo Bandeirantes referentes a setembro. No fim deste mês, outro boleto a vencer: R$ 13 milhões. A emissora paulista não confirma oficialmente, mas a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, concorrente direta da Mundial, teria entrado na disputa por esses horários e conseguido vencer a briga sobre a maior concorrente na disputa por almas. “Pegaram a gente em um momento de fraqueza”, diz uma liderança da IMPD. “Gastamos R$ 300 milhões com templos ultimamente e vivemos um tempo de estruturação e amadurecimento.”
PASTOR-01-IE.jpg
PODER
Diante da crise, Valdemiro nomeou Jorge Pinheiro (acima), marido da irmã
de sua esposa, para gerir o setor financeiro e administrativo da IMPD no
lugar do bispo Josivaldo (abaixo), transferido para Lisboa
PASTOR-2-IE.jpg
"Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados
por bispos e pastores. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo"
,
afirma um alto dirigente da IMPD do Rio de Janeiro
Quisera Valdemiro Santiago, porém, que seus problemas fossem revezes restritos apenas ao campo administrativo da sua igreja. Em São Paulo, o líder evangélico é alvo de uma investigação do Ministério Público estadual e da Polícia Civil. Desde janeiro de 2013, diligências feitas pelo Grupo Especial de Delitos Econômicos (Gedec) e pela Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Fazenda, da Polícia Civil, apuram um suposto crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos ou valores. O dono da Mundial virou alvo das autoridades quando elas descobriram que a Fazenda Santo Antonio do Itiquira, localizada em Santo Antônio do Leverger (MT), um conglomerado de 10.174 hectares de terras ocupado por milhares de cabeças de gado, foi comprado por R$ 29 milhões à vista pela empresa W. S. Music, cujos representantes são o apóstolo e sua mulher, a bispa Franciléia. O caso, que pode configurar uso do dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal, corre em sigilo.
01.jpg
A Mundial, fundada em 1998 – antes dela, Valdemiro fora pastor na Igreja Universal por 18 anos (leia quadro) –, viveu um avanço muito grande em um curto espaço de tempo. De 500 templos em 2009, hoje a denominação computa mais de cinco mil unidades, segundo seus membros. Acontece que a vida de uma igreja não se resume ao púlpito ou aos cultos. Administrativa e financeiramente falando, a IMPD não evoluiu. “Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo”, afirma um alto dirigente da denominação, lotado no Rio de Janeiro. De acordo com ele, a devoção em torno dos cultos, espécie de pronto-socorro espiritual, onde fiéis garantem ter alcançado a cura divina para alguma enfermidade graças à intercessão de Valdemiro, trouxe notoriedade à igreja e atraiu quadrilhas de pastores que se infiltraram em seus templos para se apropriar das doações. “Há dois anos e meio, por exemplo, o Valdemiro descobriu uma dessas quadrilhas no ABC paulista liderada pelo bispo e por seus auxiliares e os expulsou.”
PASTOR-03-IE-2293.jpg
PREGAÇÃO
Com fama de milagreiro, Valdemiro fez fama ao se aproximar
dos mais humildes. Abaixo, sua esposa, a bispa Franciléia
PASTOR-04-IE-2293.jpg
Esse mesmo dirigente lembra do dia em que, ao manobrar seu carro na saída de um culto, uma fiel bateu no vidro para alertar que pessoas traíam a confiança do líder evangélico: “Pastor, está vendo esse carnê da Mundial? A conta corrente aqui escrita não é a da igreja. Estão distribuindo carnês falsos para o povo pagar! Avisa o apóstolo, por favor!” Ou seja, o dinheiro estava sendo desviado num esquema paralelo ao de Valdemiro. Professor da pós-graduação de Ciências da Religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ricardo Bitun se deparou com essa prática ao ir a campo para a confecção de sua tese de doutorado. Intitulado “Igreja Mundial do Poder de Deus: Continuidades e Descontinuidades no Neopentecostalismo Brasileiro”, o estudo defende que Valdemiro foi o único dissidente da Universal que conseguiu alcançar sucesso. E assim o fez graças, principalmente, à remasterização da cura divina, uma prática bastante difundida no Brasil nos anos 1970. “Um bispo me contou que havia pastores infiltrados em igrejas e até mesmo bispos cobrando propinas de pastores”, diz Bitun.
02.jpg
SUSPEITA
Uso do dinheiro de fiéis para enriquecimento pessoal, como a compra de uma
fazenda de R$ 29 milhões (à esq., o documento  de compra em seu nome),
é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo
Valdemiro é um líder religioso onipresente no altar e nos programas televisivos e demorou a perceber que estava sendo traído por pessoas muito próximas a ele – e do alto escalão da igreja. Havia um grupo próximo a Josivaldo Batista de Souza, que era considerado o número 2 da Mundial, agindo como lobos em pele de cordeiro. “Ele se deu conta de que o problema advinha da concentração de poder em torno dessa turma”, diz um membro da hierarquia paulista da Mundial. “Era gente pedindo avião para fazer não sei o quê, para ter programa na televisão não sei onde, para abrir igreja em um grotão aí...” Segundo esse integrante da IMPD, Valdemiro cometeu erros próprios de líderes que sobem muito e rapidamente. “Ele se cercou de um estafe pequeno que blindava o acesso a ele. E, assim, passou a ouvir pouco outras opiniões. Precisa amadurecer.”
PASTOR-05-IE-2293.jpg
FLAGRA
Membros da Mundial chegaram a clonar carnês para desviar
o dinheiro que era arrecadado dos fiéis nos cultos
Diante das dívidas, dos calotes e das traições, o líder da IMPD está tentando conter a sangria da sua igreja do jeito que pode. Transferiu para Lisboa o pastor Josivaldo, um ex-membro da Universal que o acompanha desde o começo dos trabalhos da denominação em Pernambuco, segundo Estado onde ele fincou sua bandeira. Para substituir Josivaldo, que era responsável pela gestão administrativa e financeira e cuidava do dia a dia da Mundial, além dos bispos e pastores, Valdemiro achou por bem recorrer a um familiar. Empossou o bispo Jorge Pinheiro, marido da irmã da sua esposa Franciléia. Para tentar se reequilibrar financeiramente, conta um bispo paulista, ele decidiu se desfazer de duas Cidades Mundiais, como são chamados os megatemplos da IMPD, em São Paulo e no Paraná. Elas se encontram fechadas pelos órgãos públicos locais, após pouco tempo de funcionamento, por não preencherem requisitos para receber o público. Um claro erro de avaliação que onerou a igreja. “A Cidade Mundial paulista está fechada desde fevereiro de 2012. Mas Valdemiro, todo mês, tem de pagar R$ 5 milhões das parcelas da compra dela”, diz o bispo. Missionário da IMPD, o deputado estadual Rodrigo Moraes (PSC-SP), que foi designado pela igreja para fazer “a coisa caminhar” junto aos órgãos públicos, segue na sua empreitada. “Não recebi o comando de parar o trabalho ainda. Mas a vontade do apóstolo é que fala mais alto”, afirma. Templos pequenos e mal localizados, que não condiziam com a orientação de Valdemiro, também deixaram de ser usados. “Cerca de 15% deles tiveram de ser fechados ou reestruturados”, diz uma liderança da igreja. Pode ser uma saída para que a fama de caloteiro não suplante a de apóstolo milagreiro.
PASTOR-07-IE-2293.jpg
NA JUSTIÇA
Faz três meses que a Mundial não paga o aluguel do imóvel (acima),
localizado em Pirituba (SP): ação de despejo e cobrança de R$ 34 mil.
À esq., Cidade Mundial em São Paulo, que será fechada
PASTOR-06-IE.jpg
Não são poucos os templos ocupados pela IMPD que têm problemas com aluguel atrasado ou ações de despejo em curso na Justiça. Em Pirituba, por exemplo, bairro da capital paulista, o proprietário impetrou na justiça uma ação de despejo contra a igreja por não receber o aluguel de seu imóvel desde julho. E cobra, ainda, o pagamento de R$ 34.538,64. De acordo com um de seus representantes legais, essa é terceira vez que a justiça é acionada desde 2010, quando o local passou a ser ocupado pela Mundial. “Não entendo a falta de organização da igreja. Não acredito que ela não tenha caixa para pagar o aluguel”, diz ele, que prefere não se identificar. “Esses problemas diminuíram 70% nos últimos tempos”, garante Dênis Munhoz, advogado da Mundial. À frente também do cargo de vice-presidente da Mundial, Munhoz refuta a ideia de a denominação viver uma crise, argumentando que a IMPD é a evangélica que mais cresce no Brasil. Sobre as quadrilhas de pastores, afirma: “Se existe esse problema, a igreja sempre tomou as providências rapidamente.” Prefere, no entanto, não comentar a perda dos espaços no Canal 21 e na Band. Quem falou sobre o assunto foi o presidente da IMPD, o deputado federal José Olímpio (PP-SP). “Estamos pagando muitas prestações, os valores de aluguéis aumentaram, temos muitas obras em andamento e acabou atrasando alguma coisa. Aí, deixa de pagar um mês e vira um problema para a mensalidade seguinte”, diz.
03.jpg
Para se ver livre de mais problemas, Valdemiro, que, procurado por ISTOÉ, não se manifestou, entregou os horários que possuía na Rede TV! e na CNT. Deixou também de alugar espaço em dezenas de retransmissoras de diferentes estados e recuou no projeto de ocupar a programação de tevês da Argentina, Colômbia e do México. “Muitas vezes, é melhor dar um passo atrás para, depois, dar um maior à frente”, diz o alto dirigente da Mundial do Rio. “Valdemiro me disse que estava, inclusive, vendendo a sua fazenda no Mato Grosso.” Essa informação não foi confirmada pelo presidente nem pelo vice-presidente da IMPD. Mas, na atual situação, receber R$ 33 milhões, valor estimado da Fazenda Santo Antonio do Itiquira, seria como um milagre para o líder evangélico.

Isto É Independente

Folha: PSDB tem corrupção, mas falta ação para apurar

247 - Nesta sexta-feira, a Folha de S. Paulo publica um editorial importante. Ponto 1: há corrupção nas gestões do PSDB em São Paulo. Ponto 2: o escândalo do metrô se aproxima da alta cúpula tucana, depois que José Luiz Alquéres, ex-presidente da Alstom, citou seus "amigos" no PSDB, referindo-se a Geraldo Alckmin e José Serra, entre outros (leia mais aqui). No entanto, o jornal de Otávio Frias Filho reconhece a falta de empenho no Brasil para investigar o caso. Será um mea culpa?
As trilhas do cartel
Documentos vindos da Suíça acentuam suspeitas de corrupção nas licitações de metrô e trens de São Paulo durante gestões do PSDB
Vêm da Suíça, e não pela primeira vez, documentos capazes de acentuar as suspeitas que recaem sobre sucessivas administrações do PSDB em São Paulo. O Estado, governado pelos tucanos desde 1995, teria hospedado um esquema milionário para burlar licitações de metrô e trens da CPTM.
O escândalo foi reavivado pela empresa alemã Siemens, uma das partícipes da fraude. Conforme esta Folha noticiou em 14 de julho, a companhia, em troca de imunidade, delatou às autoridades brasileiras a existência do cartel --criado, como sempre, para eliminar a concorrência e, assim, aumentar os preços cobrados pelos serviços.
Entre as multinacionais envolvidas estaria a francesa Alstom, ela própria alvo de investigações pelo alegado pagamento de propinas em diversos países.
Até aqui sem provas do envolvimento de políticos no caso paulista, as apurações avançam em torno de personagens que, obscuras para o grande público, têm sua importância cada vez mais reconhecida pelos investigadores.
Uma das peças centrais parece ser o lobista Arthur Teixeira. Em agosto, soube-se que seu nome aparecia em documentos da Siemens como participante das negociações de contratos de manutenção de trens.
Na semana passada, Teixeira voltou ao noticiário. Dessa vez, implicado no pagamento de US$ 836 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) que, segundo o Ministério Público, foi feito pela Alstom ao ex-diretor da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) João Roberto Zaniboni. Tal afirmação baseou-se em documentos enviados ao Brasil por autoridades suíças.
Há mais na papelada helvética. Como informou o jornal "O Estado de S. Paulo", entre os documentos está um e-mail, de 18 de novembro de 2004, no qual o então presidente da Alstom no Brasil, José Luiz Alquéres, recomendou "enfaticamente" a diretores da empresa que buscassem Teixeira para desenvolver negócios em São Paulo.
Alquéres também teria afirmado que tinha "longo histórico de cooperação com as autoridades do Estado" e que apoiou pessoalmente "amigos políticos no governo". À época, Geraldo Alckmin era o governador, e José Serra acabara de eleger-se prefeito da capital.
Ao ser questionado, Alckmin afirmou ontem que a corregedoria e a controladoria do Estado têm a recomendação de investigar o caso, "doa a quem doer".
É o mínimo que se espera, dado o tamanho do prejuízo que a corrupção pode ter causado aos cofres públicos. Mas não deixa de ser curioso que, por enquanto, o maior empenho venha de um país que pouco tem a ver com a história.

Show musical "Brasil Sertão e Mar" com Heitor de Pedra Azul e outros artistas (07/12)






Sarava Eventos Culturais apresenta o show-musical
" Brasil Sertão e Mar "
Agenor de Oliveira, Cayê Milfont, Heitor de Pedra Azul
vozes & violões
* Convidados: Eliz Brito, Hendrick Souza,
Nêm de Mênça, Toninho Muquiça
* Lançamentos: - CDs " E Banto! " e " Brasil Sertão e Mar "
* Livros: " A Princesa e o Pequeno Pescador " e " Viver & Aprender "
Sabado 7 de dezembro/2013 a partir das 21h00
No Parque de Exposições Getulio Vargas Pedra Azul - MG
Mesa/4 pessoas: 80,00 Reais Ingresso individual: 20,00 Reais
Produção: Will Nascimento
Informações/reservas nos telefones: (33) 37513521, 91253899, 99380541

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

3º Ocupe a Praça está marcado para 02 de novembro. Venha Participar!



Salve, Galera!
Agora é oficial. Dia 02 de Novembro tem a III Edição do OCUPE A PRAÇA - Encontro dos Artistas de Pedra Azul. Vamos cantar, dançar, se divertir, colorir a praça de Arte e comemorar os 26 anos de Gruteapa PA.
Aos artistas: as inscrições para as apresentações já estão abertas.
"A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça pra sobreviver..."

Arinos (17 mil habitantes) consegue campus do IFNMG - Pedra Azul tem 25 mil e não tem


Há fatos difíceis de compreender. A pequena cidade de Arinos conseguiu um campus do IFNMG - Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. O anúncio foi feito pela página do facebook do Deputado Nilmário Miranda conforme transcrito abaixo:

"Está autorizada a licitação para o projeto de construção do prédio de ensino superior do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) - Campus Arinos. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marco Antônio de Oliveira, em reunião com o deputado Nilmário e com o diretor do Instituto, Elias Rodrigues. A conquista é resultado do trabalho de Nilmário e do deputado estadual Almir Paraca."

A cidade de Pedra Azul e tantas outras por ai nem sonham em ter um campus desse que só existe nas cidades de Almenara, Araçuaí, Januária, Montes Claros, Salinas e agora Arinos. É um caso a raciocinar qual o critério utilizado para a construção desse campus, mas fica claro quando se lê a mensagem. A força política de um deputado! Fica bem claro para nós que para trazer para o Vale do Jequitinhonha, não basta ser qualquer cidade, mas basta ter um apoio de um deputado para conseguir campus de institutos federais, universidades estatais, asfalto de rodovias e tantos outros investimentos. 

Não estou dizendo que é ruim ter benefícios para as outras cidades. Parabéns para Arinos! Estou dizendo que nós nunca conseguimos benefício nenhum. Esse é o problema. Precisamos mudar esse cenário urgentemente. Pedra Azul e as cidades do Vale cansaram de ficar para trás. As eleições estão ai. Basta cobrarmos e usarmos melhor nossos votos.

Prefeitos conseguem asfalto para Capelinha e Itamarandiba. Pedra Azul e Jequitinhonha estão precisando

Força de prefeitos conseguem promessa de asfalto por parte do governador
Pedra Azul, Jequitinhonha, Divisópolis e Mata Verde estão precisando fazer as mesmas cobranças
Duas das principais cidades do Vale do Jequitinhonha, Pedra Azul e Jequitinhonha são separadas por 157 km de asfalto, mas não são cidades distantes. Isso mesmo! Existe uma rodovia direta entre as duas cidades que tem 68,6 km de extensão, menos da metade da rota asfaltada. Isso implica no distanciamento das duas populações separadas por lama e poeira. Recentemente, o governador inaugurou uma ponte sobre o rio Jequitinhonha que facilita o acesso entre as duas cidades, mas ainda existe um longo percurso de lama e poeira para quem quiser se aventurar por aquelas estradas. Grande ideia seria se os prefeitos dessas duas grandes cidades se unissem na busca pelo asfalto desse pequeno trecho. Sim, pequeno, pois 12 km dos 68,6 km já se encontram no projeto de engenharia da rodovia que liga Pedra Azul a Almenara. Restariam apenas 56,6 km. 
 
Mesma ideia deveriam ter os prefeitos de Divisópolis e Mata Verde. Divisópolis porque seus moradores precisam se deslocar até a cidade de Pedra Azul para realizar várias operações que não são possíveis em sua cidade. Mata Verde para que tivesse acesso facilitado a BR 116. E até mesmo Pedra Azul tem interesse já que possui dois distritos neste rota, Giçaras e Araçagi, além da empresa Grafite que emprega grande parte de seus cidadãos que tem de se deslocar diuturnamente pela estrada de poeira que se põe entre seu serviço e sua casa.
 
Estamos na época mais propícia para se cobrar, vésperas de eleições. Então senhores prefeitos e vereadores, não percam tempo! A sociedade agradece.
  
 
Estrada que liga Capelinha a Itamarandiba será asfaltada
Asfalto deve chegar até Senador Modestino
A licitação para o projeto de asfaltamento da MG 214 — que liga Capelinha, passando por Itamarandiba, a Senador Modestino Gonçalves — foi liberada pelo Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. Ele atendeu a solicitação do deputado federal Paulo Abi-Ackel e das lideranças do Alto Jequitinhonha feita em reunião no dia 26 de Setembro.
A obra está inserida no projeto Caminhos de Minas e facilitará o trânsito entre as cidades, encurtando distâncias e gerando economia para a classe produtora, a população e para as prefeituras que sempre têm muitos carros se movimentando pela região, principalmente na área da saúde.
“Este é um projeto que envolve várias comunidades e é muito importante para a região. Como disse o Governador Anastasia, não dá para começar uma obra desse porte sem ter os recursos assegurados para que não seja paralisada. Ele prometeu e está cumprindo, em dezembro sairá a licitação para o projeto e numa outra etapa a licitação para a execução da estrada, será uma transformação regional, que também traz emprego, gera renda e desenvolvimento para os municípios envolvidos”, analisa Abi-Ackel.
Para o presidente da AMAJE (Associação dos Municípios do Alto Jequitinhonha), Thiago Levy Pimenta, a pavimentação asfáltica da MG 214 será a concretização de um sonho antigo das cidades do Alto Jequitinhonha. ”A AMAJE sempre se preocupou em lutar em prol dos municípios do alto Jequitinhonha, e o asfaltamento desta estrada trará enormes benefícios sociais e econômicos para o desenvolvimento do vale como um todo, além da MG 214 estamos lutando também pelo asfaltamento da BR-367.” - disse Thiago Levy Pimenta
Os prefeitos Erildo Gomes, de Itamarandiba e José da Vitalina, de Capelinha, estavam presentes na reunião com o Governador Anastasia e colocaram as suas preocupações em relação à MG 214, solicitando do Governador todo empenho para a breve conquista do asfalto para os 99 km em terra.

Portal Aranãs 
10345025423_3a14748737_c
foto é da reunião do dia 26 de Setembro: Erildo Gomes, prefeito de Itamarandiba; deputado Paulo Abi-Ackel, Governador Anastasia e prefeito Zezinho da Vitalinha de Capelinha.
Fontes: site do deputado Paulo Abi-Ackel e Portal Aranãs. 
Embora tenha sido anunciado, o Governo de Minas não publicou o Edital de Licitação do Projeto de Engenharia desta importante obra.
Conferiu? Tem um Edital para o Vale do Jequitinhonha com prazo de entrega para novembro de 2015. É para os trechos de Chapada do Norte- Leme do Prado e Coronel Murta-Virgem da Lapa.
Para os Caminhos de Minas, tudo. 
Para os Caminhos do Vale, nada.
Ou promessas eleitorais.
Em reportagem publicada no O TEMPO, de 14.09.13, o governo de Minas anuncia:  "No total, a região metropolitana de Belo Horizonte vai receber 12 iniciativas do Caminhos de Minas, com a construção de 262 quilômetros de novas rodovias. “Essas são algumas dessas estradas da região metropolitana e da Central do Estado dentro das 70 que estamos fazendo nessa primeira fase do Caminhos de Minas. Portanto, um número expressivo de estradas já está autorizado e em execução”, anunciou Anastasia.
Em 2013, o governo intensificou os investimentos no programa viário. O orçamento previsto somente para este ano em asfaltamento de rodovias por todo o Estado é de aproximadamente R$ 800 milhões.
Como a média é de R$ 1,75 milhões gastos por quilômetro de asfalto, somente na região de BH, o governo vai gastar R$ 441 milhões.
Vão sobrar menos de R$ 360 milhões para toda Minas.
Quanto sobrará para os Gerais?
E o resto de outras regiões de preferência do governo de Minas?
Quantos centavos restarão para o asfalto no Vale do Jequitinhonha?
O Governador de Minas gastaria R$ 160 milhões nesta obra?  Só se sobrar dos seus compromissos com a Grande BH.

Comentário do Blog:
Na campanha de eleição do governa Anastasia, em janeiro de 2010, Aécio Neves e Anastasia, prometeram asfaltar o trecho, em resposta à promessa feita por Lula e Dilma para o asfaltamento da BR - 367, nos trechos Minas Novas-Chapada do Norte- Berilo- Virgem da Lapa e Almenara- Jacinto-Salto da Divisa. A promessa de Lula e Dilma foi na inauguração da Barragem de Setúbal, em Jenipapo de Minas. Aécio e Anastasia, uma semana depois, fizeram o compromisso em palaque aramado Capelinha.
Com a autorização de Edital de elaboração do projeto técnico pelo Governador, os dois grupos políticos ( PSDB e PT) estão empatados: a BR 367 também está com o projeto técnico em elaboração. 
A sociedade regional acompanha atenta aos lances pré-eleitorais.
Blog do Banu
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CONVITE: Palestra sobre preservação e conservação do patrimônio imaterial (HOJE)

 
Dia 22/10 - Terça-Feira.
Local: CASA PAROQUIAL
Horário: 14:00 horas.
TODOS CONVIDADOS.

Fonte: Secretaria de Cultura

Economia fraca arranha vitrine de Aécio em Minas

Em Minas, PIB do último trimestre recuou 0,1%. . 
PIB nacional subiu 1,5%

Vitrine do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) para a corrida residencial do próximo
ano, Minas Gerais está com a economia estagnada e com índices piores do que a média nacional e de Estados vizinhos há mais de um ano.
No segundo trimestre de 2013 (último dado disponível), o Estado governado pelos
tucanos desde 2003 recuou 0,1% --já o PIB nacional surpreendeu e subiu 1,5%.



Marcelo Prates - 26.abr.2013/"Hoje em Dia"/Folhapress
O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, discursa durante evento do DEM, em Minas, ao lado do governador Antonio Anastasia
O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, discursa durante evento do DEM, em Minas, ao lado do governador Antonio
Anastasia

O tema entrou na pré-campanha, e a oposição liderada pelo PT já fala em "pibinho".
Pernambuco, berço do pré-candidato do PSB, Eduardo Campos, tem um crescimento
acumuladonos últimos 12 meses maior do que o do país, segundo dados do Estado.
Ainda no segundo trimestre, o Rio Grande do Sul, puxado pelo desempenho da
agricultura, cresceu 6,4%. Em São Paulo, o crescimento foi de 1,2% e, na Bahia, 2,2%.
A agropecuária é uma das causas do mau desempenho em Minas Gerais, terceiro Estado
mais rico do país, enquanto a supersafra do Centro-Oeste e do Sul ajudou a alavancar
o PIB nacional.
Também pesa contra o Estado a dependência de poucos setores, como mineração.
Levantado pela oposição, o tema já chegou ao debate político nesta pré-campanha.
Vice-líder do PT no Legislativo mineiro, Rogério Correia usou nos seus boletins informativos
a expressão "pibinho" --mesmo termo empregado por Aécio para criticar o desempenho
da política econômica da presidente Dilma Rousseff.
O deputado peemedebista Sávio Souza Cruz, líder da oposição, diz que a economia mineira
corre o risco de se tornar ainda mais "primária", dependente de matérias primas básicas,
se não houver impulso à industrialização.
No próximo ano, o PT deve lançar o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e
Indústria) como candidato ao governo de Minas. No PSDB de Aécio e do governador
Antonio Anastasia, o ex-ministro Pimenta da Veiga tenta viabilizar seu nome.
DEPENDÊNCIA
A diversificação da atividade econômica tem sido o centro da discussão. O PIB dependente
de produtos como minérios e café deixa o Estado mais vulnerável a incertezas externas,
como agora.
Segundo a Fundação João Pinheiro, centro de estudos ligado ao governo estadual, a baixa
na produção do café contribuiu para a queda de abril a junho. No primeiro trimestre do ano,
 em que a economia mineira recuou 0,2%, pesou a menor demanda internacional por
 minérios.
O economista Edson Domingues, da Universidade Federal de Minas, diz que o Estado não
tem conseguido atrair investimentos como outras regiões do país e que há problemas de
infraestrutura, como na malha rodoviária e em ferrovias.
"Algumas indústrias do Estado não têm um dinamismo tão grande quanto em outras
 regiões", afirma o professor.
Às vésperas do ano eleitoral, o PSDB se move para tentar anular o discurso da oposição
 e vai preparar um documento mostrando que Minas cresceu mais do que a média do país
 na década passada.
FONTE: FOLHA DE S. PAULO

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

STF INVESTIGARÁ DEPUTADO DA “MÁFIA DO CARVÃO” VOTADO NO VALE DO JEQUITINHONHA

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...