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terça-feira, 15 de abril de 2014

Pedra Azul, onde as pedras mexem com as pessoas

Por Bruno Sales


Pedra Azul, onde as pedras mexem com as pessoas
(FOTOS: Bruno Sales/Claquete Comunicação)
“Esse mundo cheio de caminhos e de escolhas nem sempre se faz ao jeito do caminhante. A estrada se abre com sua boca de sedução, e lá vai o viajante alegre pela promessa vinda, feliz por caminhar. Caminhar é seguir, é cumprir tempos de vida. Na direção de uma nave, num leme de uma jangada, na solidão de um farol, distante em qualquer lugar, caminha o homem. Não importa que sons de horas soam em seus ouvidos, nem vale querer segurá-las para consumi-las depois. O tempo está em todos os cantos. Vale embriagar-se com ele.”
(Fernando Lobo, no prefácio do livro Légua de Beiço, da escritora pedrazulense Geralda de Almeida.)

Chegamos à casa de D. Leda Mendes ainda pela manhã e a mesa do café já estava posta. Biscoitos, quitutes, pão de queijo caseiro feito na hora e aquele café preto servido em louça chinesa. Ela tem 87 anos de pura sabedoria. Engraçada, esperta e moderna, a pedagoga luta pela formação do caráter e cidadania de crianças e adolescentes do Vale do Jequitinhonha há mais de 50 anos. E conta caso que é uma beleza:
“Meu avô era um austríaco alto e forte. Muito honesto, mas de pouco papo com  estranhos. Na época, mexia com gado, e ganhava um bom dinheiro. Um dia, ele avistou um jagunço caído em seu portão com uma carabina, um saco de dinheiro e uma garrafa de cachaça. Pegou o bêbado ainda desmaiado e entrou com ele dentro de um quarto imunizador de café, sem ar, sem luz, sem nada. E lá ficou até que o cabra-mandado acordasse. ‘Onde é que eu tô?’, perguntou assustado. ‘Cê matô eu, eu matô você. Nós tâmo é no inferno (sic)!’, respondeu o forte austríaco. ‘Ahh, meu santo, me tira daqui, eu não queria te matar… foi fulano de lá de riba que mandou. Pagou em dia, tava precisado. To sem ar e cego, me tira daqui’. O jagunço foi solto, saiu do inferno com sua garrafa de cachaça e de dinheiro, mas sem a carabina. Nunca mais apareceu e ninguém nunca mais quis matar meu avô”. Caso assim, de cara, quem guenta?
A casa de D. Leda é de 1916. As platibandas no alto da fachada são típicas na cidade
A casa de D. Leda é de 1916. As platibandas no alto da fachada são típicas na cidade
O casarão de 1916 é uma coisa à parte. Pé direito imenso, chão de tábua, pinturas nas paredes e uma fértil e gentil horta: de couve, alface, rúcula, a romã, abacate e até mesmo açafrão. As dez janelas da enorme e antiga casa se abrem para a Praça do Santuário, um lugar calmo com árvores que salvam aqueles que precisam de sombra em meio ao ‘calor arretado’, como eles mesmos classificam por lá.
38 graus é normal para Pedra Azul. Pra mim não é não! Legal lá é perceber que praticamente todas as casas que ficam na praça têm em sua arquitetura uma decorada platibanda, uma espécie de mureta que fica na parte mais alta da fachada, tampando os beirais da casa. Cada uma tem um desenho próprio, e belo.
Caminhamos na praça, eu, Rafael Godoy e Kira Rodrigues, neta de D. Leda, descendo em direção ao Mercado Municipal de Pedra Azul. Particularmente, adoro mercados, principalmente quando eles possuem aquilo tudo que os verdadeiros prometem: pessoas descascando legumes e frutas em bancas, cheiro forte de temperos e especiarias, carne de sol, manteiga de garrafa, brinquedos, acessórios e até uma loja de conserto de bicicletas. Demais! O quilo da picanha de sol saiu a R$ 15,00, e o quilo de filé mignon a R$ 16,00. Inacreditável. Compramos as duas peças no Açougue do Baixinho. O engraçado é que o filho da dona do açougue foi quem nos atendeu. Literalmente um baixinho, simpático e gordinho. “Moço, essa linguiça eu te dou de presente. É uma delícia. Leva, faz, come e me conta depois”. Se ele já tinha me conquistado, depois do presente virei fã. O menino é arretado de bão!
O Mercado de Pedra Azul tem de tudo, até espaço para uma boa prosa depois do almoço
O Mercado de Pedra Azul tem de tudo, até espaço para uma boa prosa depois do almoço
De lá, pegamos a rua Netércio Almeida, a rua do Fórum, e paramos para uma deliciosa garapa no Gatão. R$ 1,00 cada. E o dono serve com maestria. “Primeiro, só metade do copo com o caldo de cana, já gelado. Em seguida, o limão capeta. Depois, completa o copo com o resto da garapa. Senão, você toma todo o limão já no primeiro gole”, ensina Gilvan que se apresenta assim: “Gilvan, vulgo Gatão!”. Tem pra todo mundo…
Numa roda de cerveja, batemos bons papos com artistas de Pedra Azul. Entre eles, Toninho Muquiça, uma espécie de Tim Maia do Vale do Jequitinhonha. Com voz rouca, chapéu torto e um belo bigode, a primeiro momento ele intimida. Mas depois você acaba conhecendo quão doce o ogro é. “Num tem errada não!”, ele respondeu, quando perguntei se preferia Brahma ou Skol. “Tendo, tá bão!”. Cancioneiro, seresteiro, o compositor domina também músicas de arrastar o pé e levantar poeira. Amigo pessoal de Paulinho Pedra Azul e Saulo Laranjeira (duas famosas pratas da casa), tem história que não acaba mais.
Na rua Salinas encontramos a Churrascaria do Gaúcho. O lugar é bem simples, daqueles com luz branca, mas não foi à toa que paramos lá. O dono é um homem sisudo, de pouca prosa, voz engraçada, mas muito simpático. Com sotaque do sul e de nome Tairone, o gaúcho aos poucos vai mostrando as cartas. “Eu cozinho de tudo. Macarrão caseiro, lasanha, churrasco de qualquer tipo, coelho, carneiro e até um boi inteiro assado na brasa, se tu quiser”. Ele vem conquistando os pedrazulenses e turistas que aparecem por lá. Também, comida boa, diversa e barata, quem não quer?
Outro ponto legal é a Pizzaria de Julimar. ‘De Julimar’ funciona demais, assim como ‘de vó’,  ‘de painho e mainha’. Elimina-se a vogal e tá tudo certo, tudo lindo. Julimar é um prosa boa que acaba sentando contigo em sua mesa para tomar cerveja. Pizzaria, mas o carro-chefe do local é um filé mignon que vem num receptáculo que mais parece uma bacia, de tão grande. Acompanhado de queijo canastra, fritas, tomate e azeitonas, serve muito bem quatro pessoas a uma bagatela de R$ 35,00. E no final, Julimar ainda dividiu a conta com a gente. Sentou, bebeu, sorriu, pagou. Beleza!
Cavalgada da cidade é diversão também para crianças
Cavalgada da cidade é diversão também para crianças
No último dia de nossa passagem por Pedra Azul, uma cavalgada passou pela gente:  mais de cem pessoas, entre homens, mulheres e crianças.
Tradição local, alegria na cidade.

As pedras de lá mexeram comigo. Sei lá, elas acolhem, inspiram e não respondem às nossas perguntas. Se mexeram comigo, imagina com quem vive lá. Muita cultura, muito causo, muita invenção de moda e coragem.

Ah, o prefácio no início do texto foi pinçado na Biblioteca de D. Leda. E logo de uma obra local.
D. Leda: sabedoria, simpatia e trabalho intenso com crianças do Vale do Jequitinhonha
D. Leda: sabedoria, simpatia e trabalho intenso com crianças do Vale do Jequitinhonha
É ou não é a nossa cara???


segunda-feira, 14 de abril de 2014

GISSARAS VAI GANHAR UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

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Trezentos e quarenta metros quadrados, vinte e oito cômodos, salas de atendimento, triagem. A estrutura da Unidade Básica de Saúde que está sendo construída no povoado da Gissaras ganha novas formas a cada dia. A obra orçada em duzentos e noventa mil reais, verba dos Governos Federal e Municipal, tem previsão de conclusão para o mês de Julho. “Se Pedra Azul tem, Araçagi tem, nós aqui temos que ter também , conta Dona Anelinda de Jesus . Que acrescentou “ É bom porque fica perto da gente, facilita. Pelo tamanho do povoado achei um posto bem grande “enfatizou a aposentada que mora em frente à construção. A estrutura física contará com médico, técnicos em enfermagem, agentes comunitários e recepcionistas. Com a construção da Unidade Básica de Saúde o número de atendimentos que atualmente são realizados duas vezes por semana deve aumentar consideravelmente. A unidade vai funcionar de sexta a sábado. A UBS vai beneficiar diretamente mais de quatrocentos moradores do povoado da Gissaras.

Prefeitura Municipal de Pedra Azul

quarta-feira, 9 de abril de 2014

EXPOPEDRAAZUL 2014 dias 29, 30, 31 de MAIO e 1 de JUNHO

Vem aí 29, 30, 31 de MAIO e 1 de JUNHO a EXPOPEDRAAZUL 2014 com toda programação do evento inclusive os SHOWS aguardem!


http://pedraazul.mg.gov.br/category/noticias/

Pedra Azul foi destaque na quinta edição do boletim poético do Programa Sempre Viva do Governo Federal

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Pedra Azul foi destaque na quinta edição do boletim poético do Programa Sempre Viva do Governo Federal. A publicação produzida pelo instituto Milho Verde enfatizou aspectos históricos e culturais de nossa cidade, como os casarões da Avenida Colatino Antunes, Pedra da Conceição, o Boi de Janeiro, artesanato local e também nossos artistas filhos da terra, como Paulinho Pedra Azul e Saulo Laranjeira. O boletim também é recheado de poemas de autores pedrazulenses e de outras cidades do Vale do Jequitinhonha. A edição traz ainda sugestões de leituras e destaques de publicações relacionadas à nossa região. Outras edições do boletim poético Sempre Viva podem sem encontradas na secretaria de Cultura, na Avenida Colatino Antunes no Centro de Pedra Azul.
http://pedraazul.mg.gov.br/pedra-azul-e-noticia/

Série "Expedições Burle Marx" que relembra expedição a Pedra Azul estreia no dia 9

A TV Brasil estreia no dia 9 de abril, quarta-feira, às 23h, a série Expedições Burle Marx. Com quatro episódios, de 26 minutos cada, dirigidos pelo cineasta João Vargas, é uma parceria entre a TV Brasil e as produtoras Camisa Listrada e Atelier de Cinema. Os quatro episódios - Coleção, Paisagista, Botânico e Ambientalista – mostram não só o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba (RJ), que abriga uma das maiores coleções de plantas vivas do planeta, mas também o processo de criação de Burle Marx, as suas descobertas e obras mais importantes, além da preocupação com a preservação do meio ambiente, da flora e da fauna brasileiras.

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A série dá luz ao trabalho e ao legado de Roberto Burle Marx para o paisagismo contemporâneo. Durante mais de três décadas, Burle Marx, junto a sua equipe de arquitetos, botânicos e paisagistas, percorreu vários pontos do Brasil em busca de plantas com potencial ornamental e que pudessem ser utilizadas em jardins e parques do Brasil. Eram viagens pelo cerrado, pela mata atlântica, pela caatinga, pela Amazônia e pelo Pantanal. A série vai relembrar algumas das viagens e revisitar locais, como Angra dos Reis, Teresópolis e Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro. Minas Gerais, Espírito Santo e Amazonas não ficaram de fora e terão, por exemplo, Pedra Azul, Diamantina, Serra do Cipó, Bonito e Pancas na lista de locais revisitados.

A narrativa de Expedições Burle Marx é conduzida pelos arquitetos e paisagistas José Tabacow e Oscar Bressane, que participaram das excursões originais. “A série é um dos trabalhos mais importantes feitos sobre Burle Marx até hoje, porque reproduz de forma detalhada um aspecto de sua história que nunca havia sido documentado, o das expedições para coletar plantas. Para mim foi uma experiência enriquecedora revisitar os lugares onde estivemos há 30, 40 anos”, afirma Tabacow. Burle Marx também foi artista plástico, pintor, escultor e cantor, mas o objetivo do diretor João Vargas foi mostrar o lado paisagista do artista, que o tornou reconhecido mundialmente. “O aspecto plástico dos jardins, com massas de cor, com gravuras, essa ligação, essa descoberta da flora tropical, o conhecimento da botânica como um sistema. Burle Marx criou um novo vocabulário botânico e hoje isso já faz parte do nosso dia a dia”, explica Vargas.

Os episódios exibem fotos das excursões e imagens em Super 8 e Vídeo 8 feitas por José Tabacow e pelo colega Haruyoshi Ono. Ambos começaram a trabalhar no escritório de Burle Marx em 1968, como estagiários. Tabacow se tornou diretor do Sítio Roberto Burle Marx após sua morte e Haru ficou responsável pelo escritório Burle Marx & Cia. A série ajuda a compreender como Burle Marx transformava os espaços em um conjunto de sensações físicas e sensoriais; como ele se expressava através das mais variadas composições de cores, volumes, texturas, caminhos, luz e sombra; toda a pesquisa por trás da arquitetura paisagística, bem como seu lado imponderável.

As Expedições

João Vargas explica que a ideia da série Expedições Burle Marx era não apenas refazer os trajetos com pessoas que trabalharam com Roberto Burle Marx, mas também recriar um pouco o clima, aquela disposição para conhecer e observar biomas diversos. “É incrível o entusiasmo dos paisagistas ao voltar àqueles locais e rever a mesma planta, como se estivessem revendo um velho amigo! Tivemos 45 dias de gravações diluídos ao longo de um ano, por causa das floradas das plantas. Tivemos que obedecer a natureza, o tempo natural”, acrescenta.

Da década de 1980 pra cá, muita coisa mudou. “Pudemos perceber grandes alterações principalmente na Amazônia e no Pantanal”, lamenta Tabacow. “Quando fomos pela primeira vez ao Pantanal, as cidades eram pouco mais que vilarejos. Passamos a noite ouvindo um concerto de sapos em um brejo grande, onde hoje não existe mais nada”. Para Bressane, também foi uma grande satisfação poder reviver a experiência. “As excursões abriram meus horizontes quando comecei a trabalhar”, explica. Ele se surpreendeu com o estado de conservação de algumas regiões, como Pancas, no Espírito Santo. “Foi um presente reencontrar uma espécie que não via há 32 anos na natureza”, referindo-se à Merianthera burle-marxii. “A paisagem de Diamantina à Serra do Cipó também é insuperável!”, completa.

Por outro lado, Bressane ficou desapontado com a devastação causada por uma mineradora em Conceição do Mato Dentro e com o asfaltamento da Estrada Real entre Diamantina e Milho Verde. “A mineração é uma atividade altamente predatória, muda o jeito das pessoas, a dinâmica, não deixa nada para o lugar. Não gostei nem um pouco de ter visto isso. E também achei uma pena que esse trecho da Estrada Real vai ser asfaltado. Você sabe que o asfalto muda totalmente o lugar.”

Sobre Roberto Burle Marx

Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo, em 1909, e mudou-se com a família para o Rio de Janeiro em 1913. Estudou artes plásticas, mas foi como paisagista que conquistou reconhecimento mundial. Sua paixão pelas plantas começou cedo. Aos sete anos já tinha uma pequena coleção, quando ganhou uma Alocasia cuprea. Segundo ele, a emoção foi tão grande que mal conseguiu dormir. Durante uma temporada na Alemanha para estudar pintura, ficou encantado pela coleção de plantas brasileiras do Jardim Botânico de Dahlen, em Berlim, que serviu de inspiração para sua própria coleção e para seus projetos. Em 1932, foi convidado por Lúcio Costa para fazer seu primeiro jardim em uma residência em Copacabana, no Rio de Janeiro. Em 1934, como diretor de Parques e Jardins em Pernambuco, começou a fazer jardins públicos.

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Foi em 1949, que Burle Marx adquiriu o sítio de 365 mil m² em Barra de Guaratiba, no Rio. Hoje a propriedade abriga uma das coleções de plantas tropicais e semitropicais mais importantes do mundo. Tombada pelo IPHAN, possui cerca de 3.500 espécies, exemplares únicos das famílias Araceae, Bromeliaceae, Cycadaceae, Heliconiaceae, Marantaceae, Palmae e Velloziaceae. Burle Marx realizou mais de dois mil projetos paisagísticos no Brasil, como o Parque do Flamengo e o calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro; os jardins do Palácio do Itamaraty, em Brasília, e da Pampulha, em Belo Horizonte; e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo. No exterior, criou o Parque Generalisimo Francisco de Miranda, em Caracas (Venezuela); os jardins da Embaixada do Brasil, em Washington D.C. (EUA) e o Parque Kuala Lumpur, na Malásia, entre outros. Faleceu no próprio sítio, em 4 de junho de 1994, aos 84 anos de idade.
Expedições Burle Marx – estreia no dia 9 de abril, às 23h, na TV Brasil.

EBC

sábado, 5 de abril de 2014

Caminhos de Minas pavimentou só 41 quilômetros em três anos


Mércia Lemos/Setop/Divulgação
Caminhos de Minas pavimentou só 41 quilômetros em três anos
Carlos Melles considerou positivo o balanço de realizações da pasta
Três anos depois de lançado, o programa “Caminhos de Minas” pavimentou apenas 41 quilômetros de estradas. Carro-chefe do governo de Minas, o programa prevê a pavimentação de 7,9 mil quilômetros, passando por 304 municípios. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (5) pela secretaria de Transportes e Obras Públicas de Minas (Setop) em balanço de fim de ano. Até abril do ano passado, nenhum quilômetro havia sido concluído, como revelou o Hoje em Dia.
De acordo com balanço do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), os quilômetros concluídos correspondem a seis dos 244 trechos previstos. As obras de 6,5 mil quilômetros ainda não foram licitadas. Quanto aos projetos de engenharia, 2,6 mil já foram concluídos e outros 3 mil quilômetros estão com licitação autorizada.
Durante a apresentação, o presidente do DER, Elcio Santos Monteze, informou que pelo menos mil quilômetros estão em andamento. “O “Caminhos de Minas” tem como objetivo interligar micro-regiões. Fazer a conexão de malha rodoviária que está com alguma falha. Temos mil quilômetros de obras em andamento e investimos até hoje R$ 168 milhões”, declarou. De acordo com ele, na primeira fase do programa serão investidos R$ 3,7 bilhões.
Durante a reunião, o secretário Carlos Melles (DEM) classificou o “Caminhos de Minas” como o “carro-chefe da pasta”. Ele explicou que o programa é uma espécie de extensão do ProAcesso, programa instituído há dez anos e que está em fase final.
De acordo com dados apresentados pela secretaria, em 2014 serão entregues os últimos sete trechos do programa. Com isso, dos 225 trechos previstos no ProAcesso, 210 estão concluídos, somando 623 quilômetros.
Em 2012 foram entregues 30 trechos com investimentos de R$ 800 milhões. O total investido no programa é de R$ 3,8 bilhões.
Balanço
O secretário de Transportes, Carlos Melles, considerou positivo o balanço da pasta. Ele destacou os investimentos previstos para os próximos anos. “O balanço é altamente positivo. Temos uma previsão de, entre 2013 e 2014, investir mais R$ 9 bilhões. Estamos concentrados nas obras de infraestrutura”. O democrata reiterou, ainda, que todas as obras têm início somente depois de garantidos os investimentos.
Obras do Anel Rodoviário podem começar em abril do ano que vem
As obras do Anel Rodoviário devem começar em abril do ano que vem. A previsão foi feita na quinta-feira (5) pelo presidente do DER-MG, Elcio Santos Monteze, e é referente a três pontos que correspondem 20% de toda obra de revitalização. A primeira etapa deve ser concluída em setembro de 2015. O projeto inicial teve que ser fatiado para dar celeridade às obras. Não existe previsão para início do restante das obras do Anel.
Essa primeira fase, que se inicia após período das chuvas, corresponde a intervenções nos entroncamentos da Avenida Amazonas, Ivaí e Pedro II e está orçada em R$ 350 milhões. O projeto executivo deverá ser concluído em janeiro. Em fevereiro será realizada audiência pública e em 11 dias sai o edital. Nesse primeiro momento serão reassentadas 700 famílias.
“Trata-se de um projeto extremamente complexo então combinamos com o governo federal, o Dnit e a prefeitura de elegermos três interseções. Nesse ponto estamos muito avançados. Vamos começar as obras após as chuvas entre março e abril”, declarou Élcio. De acordo com ele, toda obra, que envolve 50 pontos do Anel Rodoviário, vai custar R$ 1,5 bilhão e demandará o remanejamento de sete mil famílias.
Metrô deficitário
Os moradores da capital podem levar até quatro anos para verem todo o projeto de expansão do metrô concluído. Na quinta, o presidente da MetroMinas, Fabrício Sampaio, disse que em maio serão realizadas audiências públicas e abertura de licitação para a construção da linha subterrânea 3, que liga Savassi à Lagoinha. O contrato será feito por meio de PPP (parceria público-privada).
“Temos um prazo de execução de quatro anos. Mas conversamos com o governo federal e vamos dar uma resposta à população. Em janeiro vamos iniciar o processo licitatório da linha 3”. O próprio secretário Carlos Melles classificou como “deficitária” a situação do metrô na capital. Ele falou sobre as dificuldades de receber recursos que, segundo ele, foram pagos pela União pela última vez em 2012.
Segundo a Setop, estão assegurados recursos da ordem de R$ 3 bilhões, para melhorias da linha 1 e implantação das linhas 2 e 3.>
Secretário deixa o cargo em março
Com a chegada do ano eleitoral, o secretário de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles (DEM), já se programa para deixar a pasta e se candidatar à reeleição na Câmara dos Deputados. A previsão para deixar a vaga é março do ano que vem. “Essa é uma sensação minha. Acho que pode ser nessa época”.
A mudança nas secretarias não vai ocorrer apenas por causa das eleições, mas também pela reforma administrativa que está em fase inicial. A extinção de algumas secretarias vai gerar uma nova rodada de negociações entre governo e dirigentes para evitar “chateações” dos partidos aliados.

Pedra Azul sediará IV Encontro de Comunicadores do Vale

Mesmo faltando 8 meses para o IV Encontro de Comunicadores do Vale do Jequitinhonha, a coordenação do Suporte de Comunicação do Polo Jequitinhonha se reuniu no dia 29 de março com membros do CEDEDICA Vale/ Pedra Azul, com a Secretária Municipal de Cultura de Pedra Azul e com lideranças locais para iniciar a preparação do evento, que tem previsão para acontecer em janeiro de 2015.
Durante a plenária final do III Encontro de Comunicadores, que aconteceu na cidade de Jequitinhonha, Willian Nascimento e seus colegas da Rede de Jovens Comunicadores do Semiárido Mineiro e do CEDEDICA Vale propuseram que o IV Encontro acontecesse na cidade de Pedra Azul.
A candidatura foi aplaudida pela maioria dos presentes da plenária, o que nos fez ter a certeza que a referia cidade seria a próxima sede do evento.
Para iniciar os preparativos para o IV Encontro, Márcio Simeone e Laura Pimenta visitaram a cidade de Pedra Azul para verificarem as estruturas que podem receber o evento, bem como para construir a comissão organizadora do mesmo, que cuidará das questões de alojamento, alimentação, inscrições, temática e atrações culturais que comporão o evento.
Foi fechada uma parceria com a prefeitura da cidade, que se mostrou empenhada em organizar um evento de qualidade para o Vale do Jequitinhonha.
http://aconteceunovale.com.br/portal/?p=25848
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